Fratura de cotovelo

As fraturas de cotovelo são uma das principais causas da rigidez desta articulação. Estas fraturas podem ocorrer principalmente na cabeça do rádio, na extremidade distal do úmero ou na ulna proximal do cotovelo.

O que é fratura do cotovelo?

As fraturas de cotovelo envolvem o úmero distal, a ulna e o rádio proximais.

  1. Úmero distal: fraturas supraintercondilares.
  2. Ulna proximal: fratura do olécrano, processo coronóide e metáfise ulnar.
  3. Cabeça do rádio: colo e cabeça do rádio.

Quadro clínico e exame físico

Fratura de cotovelo, hematomas.

Fratura de cotovelo. Hematomas.

Quando ocorre um trauma no braço, por exemplo uma queda com a mão espalmada no chão ou um trauma direto do cotovelo, e o mesmo gera dor, uma hematoma e incapacidade de movimentar a articulação, existe uma forte possibilidade de estarmos frente a uma fratura no cotovelo. Associado às fraturas, é possível que ocorra lesões ligamentares, tornando o cotovelo mais instável, ou seja, há a possibilidade da ocorrência de uma luxação do cotovelo mesmo sem um novo episódio traumático. Devido à dor, às vezes é difícil fazer o diagnóstico no consultório, o mesmo podendo ser realizado durante a cirurgia com o paciente anestesiado.
De qualquer forma faz-se necessário um exame de imagem.

 

Exames de imagem

Entre os exames recomendados para um melhor diagnóstico de uma fratura de cotovelo, o Ráio X é mandatário quando há um trauma e dor no cotovelo, enquanto a tomografia computadorizada auxilia no entendimento da fratura. A ressonância magnética raramente está indicada.

 

Fraturas supraintercondilares do úmero distal

Fratura de cotovelo. Ráio X

RX mostrando fratura de úmero distal.

Fratura de cotovelo. Rádio.

RX de fratura da cabeça do rádio.

 

 

 

 

 

 

 

 

Fratura de cotovelo. Processo coronoide.

Fratura do processo coronoide.

Fratura de cotovelo. Luxação.

Fratura-luxação do cotovelo.

Fratura de cotovelo. Fixação com parafusos.

Fratura da cabeça do rádio fixada com parafusos.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Tratamento

Cada fratura deve ser avaliada individualmente, tomando como base o seu traço, zona, número de fragmentos e, principalmente, o seu deslocamento. As fraturas do cotovelo adulto, via de regra, aceitam pouco deslocamento sob o risco de gerar limitação de movimento no futuro (rigidez de cotovelo). Quando houver a indicação da cirurgia, o objetivo é colocar os fragmentos no lugar (redução) e fixá-los da forma mais estável possível para que o paciente possa começar a movimentar a articulação precocemente evitando a rigidez articular.
Atualmente existem implantes específicos para cada região do cotovelo como placas pré-moldadas. Algumas placas possuem a tecnologia de parafusos bloqueados (LCP) o que torna a montagem mais firme. Essas placas são importantes em fraturas cominutivas (vários fragmentos) e ossos osteoporóticos.

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Fratura da ulna proximal (olécrano)

Dentre as fraturas da ulna proximal, a fratura do olécrano é a mais comum. Ela geralmente ocorre durante uma queda na qual o músculo tríceps avulsiona o fragmento do olécrano causando um desvio. Quando ocorre um desvio significativo, essas fraturas são cirúrgicas e geralmente não são utilizadas placas para a fixação, sendo realizada uma técnica conhecida como “banda de tensão” na qual o próprio movimento do cotovelo realizará uma força de compressão entre os fragmentos.Em geral não é necessária a retirada do material utilizado.

Fratura da cabeça do radio

A cabeça do rádio é uma estrutura óssea que contribui para a realização do movimento de rotação (pronação e sulpinação) do antebraço e mão. É uma estrutura que também aceita pouco desvio, e quando ele ocorre deve ser feito um tratamento cirúrgico. As fraturas cirúrgicas da cabeça do rádio são tratadas com fixação com parafusos delicados e geralmente o paciente permanece imobilizado por algumas semanas com uma tala de gesso. Em fraturas mais graves é possível realizar a ressecção dessa estrutura para evitar complicações tardias.

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