Cada caso exige uma avaliação detalhada, considerando aspectos clínicos, funcionais e individuais.
Entre os principais fatores que influenciam a indicação estão:
- Tipo e gravidade da lesão (como artrose ou ruptura irreparável do manguito rotador)
- Idade do paciente
- Nível de atividade física e demandas funcionais
- Qualidade óssea e muscular
- Histórico cirúrgico prévio
Existem diferentes modelos de próteses, como a anatômica e a reversa, e cada uma delas possui indicações específicas. A decisão é sempre baseada em evidências científicas e adaptada à realidade e aos objetivos de cada paciente. Converse com o seu ortopedista!
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Sente uma fisgada no cotovelo quando vai carregar as sacolas do supermercado, segurar o telefone ou treinar?
Na correria, a primeira reação de muita gente é achar que precisa correr para uma ressonância magnética para descobrir o problema.
Mas a verdade é que o ultrassom costuma ser um caminho muito mais prático. Um estudo recente publicado no PubMed (PMC9407887) mostrou que o ultrassom tem 95% de sensibilidade para diagnosticar a epicondilite medial – o famoso “cotovelo do golfista”, que surge por movimentos repetitivos no trabalho ou no esporte.
O segredo não é a complexidade da tecnologia utilizada para diagnosticar o que você está sofrendo, mas um exame bem feito por quem entende.
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Lesões diferentes no ombro podem causar sintomas muito parecidos. Por isso, o diagnóstico não depende apenas da ressonância ou do raio-X.
A investigação começa antes dos exames. A forma como a queda aconteceu, a posição do braço no momento do trauma, a perda de força, o tipo de dor e a idade do paciente ajudam a direcionar quais estruturas podem estar lesionadas.
Depois, o exame físico avalia estabilidade, amplitude de movimento, força e quais movimentos reproduzem a dor. Estes testes ajudam a entender o comportamento da lesão na prática.
Os exames de imagem entram para confirmar a suspeita clínica e complementar a análise.
Quando história do trauma, exame físico e experiência médica são avaliados em conjunto, o diagnóstico se torna mais preciso e o tratamento mais direcionado para recuperar mobilidade e função do ombro.
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Dor persistente, fraqueza no braço e dificuldade para levantar o braço acima da cabeça. Esses sintomas, muitas vezes subestimados, podem indicar algo mais sério: a ruptura do manguito rotador.
Estudos mostram que cerca de 50% dessa população pode apresentar rupturas, muitas vezes silenciosas. Sem o tratamento adequado, essas lesões podem evoluir para perda de força, dor crônica e limitação significativa dos movimentos.
A boa notícia? A cirurgia do manguito rotador é uma alternativa eficiente e pode ser realizada por videoartroscopia, uma técnica menos invasiva, com recuperação mais rápida, menos dor e menor risco de complicações.
A cicatrização do tendão leva, em média, 6 semanas – período em que os movimentos ativos do ombro devem ser evitados. Já os exercícios de fortalecimento são iniciados apenas após 3 a 4 meses, sempre com orientação do seu ortopedista e do fisioterapeuta.
Fique atento aos sintomas. Dor não é normal!
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Quando o assunto é dor no ombro, muita gente acredita em frases prontas que podem colocar a recuperação em risco.
“Se eu descansar, a dor vai sumir sozinha.”
O repouso absoluto pode até aliviar a dor no início, mas prolongar a inatividade enfraquece músculos e articulações, dificultando a recuperação. O ideal é manter movimentos orientados e exercícios terapêuticos.
“Só cirurgia resolve dor no ombro.”
A maioria dos casos melhora com tratamento conservador: fisioterapia, ajustes de atividade, controle de inflamação e fortalecimento. Cirurgia é indicada apenas quando há lesões graves ou falha do tratamento não cirúrgico.
“Não dói, então está curado.”
A ausência de dor não significa que a função foi restaurada. É preciso recuperar força, estabilidade e mobilidade para evitar recidivas e novas lesões.
“Treinar com dor ajuda a ganhar resistência.”
Ignorar a dor e seguir treinando pode agravar inflamações e até causar rupturas. O corpo usa a dor como sinal de alerta: respeite os limites e busque avaliação.
Descansar demais, pensar que só cirurgia resolve ou ignorar a dor são atitudes que podem prolongar o problema e até piorar a lesão.
Dor no ombro não deve ser ignorada! Ao perceber sinais constantes, converse com seu ortopedista.
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Com a correria do dia a dia, é comum deixarmos a saúde em segundo plano. Mas hoje, no Dia Mundial da Saúde, queremos te lembrar de algo simples e essencial: cuidar de você é essencial.
Praticar uma atividade física que te faz bem, beber água ao longo do dia, manter uma alimentação equilibrada, respeitar o seu descanso e sempre procurar ajuda quando o corpo ou a mente pedem são gestos de autocuidado que fazem a diferença a longo prazo.
E quando falamos em saúde, não falamos só da ausência de doença, falamos de qualidade de vida, disposição e bem-estar.
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No treino, na dança, na caminhada ou no esporte: seus ombros estão com você o tempo todo!
Neste Dia Mundial da Atividade Física, convidamos você a refletir sobre a importância do movimento para o corpo e para a mente, mas também reforçamos um ponto essencial: exercitar-se sem cuidar da saúde das articulações pode gerar lesões e dores que limitam sua liberdade.
Alongar, fortalecer e, principalmente, respeitar os limites do seu corpo é fundamental. E se algo incomodar, procure um ortopedista. Cuidar da articulação hoje é garantir mobilidade para o futuro!
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É comum que pacientes cheguem ao consultório com uma dúvida carregada de apreensão: “Depois que eu operar o ombro, nunca mais vai ser como antes?” Essa crença, bastante difundida, merece uma resposta clara e baseada no que a medicina realmente sabe sobre recuperação funcional após cirurgias ortopédicas.
O que a cirurgia de ombro se propõe a fazer?
Antes de responder à pergunta, é importante entender o propósito do procedimento. A cirurgia de ombro tem como objetivo reparar estruturas lesionadas, corrigir alterações biomecânicas e eliminar a fonte de dor ou instabilidade. Ela não cria um ombro novo, mas corrige um ombro comprometido para que ele volte a funcionar da melhor forma possível.
É a partir daí que o processo de recuperação funcional tem início.
Como o ombro se recupera após a cirurgia?
O pós-operatório de uma cirurgia de ombro envolve fases bem definidas, cada uma com objetivos clínicos específicos:
- Cicatrização tecidual:
Os tecidos operados precisam de tempo para se consolidarem. Nessa fase, o ombro é protegido e os movimentos são restritos conforme a orientação do cirurgião.
- Recuperação da mobilidade:
Com a evolução da cicatrização, a amplitude de movimento é gradualmente retomada por meio da fisioterapia.
- Fortalecimento e estabilidade:
O trabalho muscular progressivo devolve força e controle à articulação.
- Retorno funcional:
As atividades cotidianas, profissionais e esportivas são reintroduzidas gradualmente, respeitando a resposta individual de cada paciente.
É natural que atividades simples retornem com mais rapidez, enquanto movimentos de maior complexidade ou alta demanda física demandem mais tempo. Isso não significa que o ombro não voltará ao normal: significa que a recuperação tem etapas que precisam ser respeitadas.
Então, é mito ou verdade?
É um mito afirmar que o ombro operado “nunca mais volta ao normal”. O que acontece é uma recuperação funcional gradual, e não uma limitação permanente imposta pela cirurgia.
O resultado final depende de fatores como o tipo e a extensão da lesão, a técnica cirúrgica empregada, a resposta biológica individual e, principalmente, a qualidade e a continuidade da reabilitação. Quando há indicação cirúrgica correta e fisioterapia bem conduzida, a grande maioria dos pacientes recupera amplitude de movimento, força e desempenho funcional com segurança.
O que realmente influencia o resultado?
Mais do que a cirurgia em si, o que determina a qualidade da recuperação é o conjunto de cuidados ao longo de todo o processo. Seguir as orientações médicas, comprometer-se com a fisioterapia e respeitar o tempo do próprio corpo são fatores que fazem diferença real no desfecho.
Qualquer dúvida sobre o procedimento ou sobre o que esperar da recuperação deve ser discutida com o ortopedista responsável, que poderá fornecer uma avaliação precisa e personalizada para cada situação.
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A cirurgia do manguito rotador é uma etapa essencial no tratamento das lesões tendíneas do ombro. Porém, o sucesso do procedimento não depende apenas da técnica cirúrgica. A fisioterapia realizada no pós-operatório é o que transforma a intervenção em recuperação funcional real.
O papel da fisioterapia no pós-operatório imediato.
Nos primeiros dias após a cirurgia, o principal objetivo é o controle da dor, do edema e da rigidez articular. Recursos como crioterapia, eletroterapia e mobilizações suaves são utilizados para tornar essa fase mais confortável e reduzir o impacto da inflamação sobre os tecidos em cicatrização.
Essa etapa inicial prepara o ombro para as fases seguintes da reabilitação e não deve ser negligenciada.
Progressão da reabilitação por fases.
A fisioterapia após a cirurgia do manguito rotador é estruturada em fases progressivas, que respeitam o processo biológico de cicatrização dos tendões:
Fase 1 (pós-operatório imediato):
Controle da dor e da inflamação, mobilizações passivas e proteção da área cirúrgica.
Fase 2 (semanas seguintes):
Recuperação gradual da amplitude de movimento, mobilizações ativas assistidas e início do trabalho de estabilização.
Fase 3 (fase intermediária):
Fortalecimento progressivo dos músculos do manguito e dos estabilizadores da escápula, com reequilíbrio articular.
Fase 4 (retorno funcional):
Exercícios específicos para as demandas de cada paciente, seja para o trabalho, as atividades cotidianas ou a prática esportiva.
O tempo de cada fase varia conforme o tipo e a extensão da lesão, a técnica cirúrgica empregada e a resposta individual do paciente.
Consciência corporal e prevenção de novas lesões.
Além do fortalecimento, a fisioterapia trabalha aspectos que passam muitas vezes despercebidos: a consciência corporal, o controle neuromuscular e a estabilidade dinâmica do ombro. São esses elementos que garantem que o ombro recuperado funcione com segurança no longo prazo, reduzindo o risco de recidiva.
Cirurgia e fisioterapia: um resultado que depende dos dois.
Não existe recuperação completa sem reabilitação adequada. Após a cirurgia, o ombro precisa reaprender a se mover, recuperar força e integrar padrões de movimento de forma segura. Esse processo exige tempo e comprometimento, mas os resultados compensam.
Seguir todas as etapas da fisioterapia, com a orientação de um profissional qualificado e alinhado à conduta cirúrgica, é o que diferencia uma boa cirurgia de uma recuperação verdadeiramente completa.
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Chega um momento em que o ombro deixa de responder aos tratamentos convencionais.
Dor constante, perda de movimento e limitações nas atividades do dia a dia são sinais de alerta, especialmente em casos avançados de artrose, lesões irreparáveis dos tendões ou fraturas complexas. Nessas situações, a prótese de ombro pode ser indicada.
O procedimento substitui as superfícies articulares danificadas por componentes artificiais, com o objetivo de restaurar a mobilidade e aliviar a dor. É uma cirurgia segura, com recuperação progressiva e resultados positivos quando bem indicada.
No Grupo do Ombro e Cotovelo da Santa Casa, você conta com cirurgiões ortopedistas que tem como foco o cuidado com o ombro e cotovelo, com experiência em artroplastias e acompanhamento de todo o processo, do diagnóstico ao pós-operatório.
Você não precisa conviver com a dor. O tratamento existe e pode transformar a sua rotina.
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