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Por que alguns tendões cicatrizam de maneira diferente de outros?

Por que alguns tendões cicatrizam de maneira diferente de outros?

A resposta pode estar, em parte, na própria biologia de cada paciente.

A genética também participa do processo
Estudo publicado no Journal of Shoulder and Elbow Surgery identificou associações entre alterações em determinados genes e a falha na cicatrização tendínea, especialmente nos genes MMP3 e TNC.

O que esses genes têm a ver com a cicatrização
A MMP3 participa da remodelação da matriz extracelular, o vínculo que sustenta as células e organiza o tecido.

Já a TNC está envolvida na resposta e na reorganização dos tecidos durante o reparo.

Outro achado relevante
Um polimorfismo no ESRRβ, uma variação natural na sequência do gene do receptor beta relacionado ao estrogênio, também foi associado a alterações na cicatrização tendínea.

Isso significa que a genética determina o resultado?
Não. A cicatrização é multifatorial.

Genética, características do tendão, idade, condições clínicas e fatores relacionados ao tratamento podem participar desse processo.

O que o estudo revela
A cicatrização de um tendão não acontece exatamente da mesma maneira em todas as pessoas. E estudo publicado no Journal of Shoulder and Elbow Surgery revela uma parte dessa diferença na própria genética.

Alterações nos genes MMP3 e TNC, além de uma variante no ESRRβ, foram associadas à falha de cicatrização tendínea. Esses genes participam de processos ligados à organização e remodelação dos tecidos.

Isso não significa que a genética determine o resultado de uma cirurgia. Significa que a resposta biológica ao reparo é mais complexa do que imaginávamos.

Referência: Genetic factors associated with tendon healing failure. Journal of Shoulder and Elbow Surgery, 2026. PMID: 41692714.

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