Depois da primeira luxação, é muito mais fácil ter outras.
Muita gente acredita que, depois que o ombro “volta para o lugar”, o problema está resolvido. Mas nem sempre é assim.
A primeira luxação pode lesionar estruturas que mantêm a articulação estável, como o lábio glenoidal, uma borda de cartilagem que ajuda a sustentar a cabeça do úmero, além dos ligamentos que reforçam essa estabilidade.
Quando essas estruturas são comprometidas, o ombro pode ficar mais vulnerável a novos episódios de luxação. Esse risco costuma ser maior em pessoas mais jovens e em quem pratica esportes de contato ou modalidades com movimentos repetitivos acima da cabeça.
Por isso, fortalecer a musculatura, recuperar a mobilidade e seguir um plano de reabilitação são etapas importantes para devolver estabilidade ao ombro. Antes de tudo, porém, é a avaliação médica que permite compreender a extensão da lesão e definir a conduta mais adequada para cada caso.
Responsável Técnico Dr. Fábio Matsumoto – Médico Ortopedista – CRM RS 34110 | RQE 21425
